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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Mapas Conceituais

Participei hoje da Oficina "Como representar minha disciplina por meio de um mapa conceitual?" que faz parte da IX SEMANA DE FORMAÇÃO DOCENTE da UTFPR Curitiba.

Como representar minha disciplina por meio de um mapa conceitual?sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019 08:30 às 12:00
Rita de Cássia da Veiga Marriott (Palestrante)
Resumo:
Os mapas conceituais (MCs), além de serem uma poderosa ferramenta para o ensino e aprendizagem, também são uma forma eficaz e prática de expressar conteúdo. Nesta oficina iniciaremos apresentando brevemente sua origem (Novak, anos 70), suas características e potencial para expressar conteúdos, para então trabalharmos na construção de MCs para representar as disciplinas ofertadas pelos docentes participantes. Com o MC de sua disciplina (ilustrado em apenas 1 página de A4) os docentes poderão contrastar com o MC de outras disciplinas a fim ou sequenciadas com o intuito de observar o conteúdo pro gramático abordado, isto é, como as disciplinas se complementam e progridem, ou se elas se duplicam ou deixam de contemplar algum conteúdo essencial. Uma visão global da abrangência conteudística das disciplinas de um curso possibilitará uma composição mais planejada de sua grade curricular em benefício dos discentes e do curso em questão.
Abaixo os mapas que fiz durante a oficina:





sábado, 18 de março de 2017

"Hacks" de Estudo, blog de Cal Newport

Descobri recentemente o trabalho de Cal Newport, professor da Georgetown University (veja post anterior). O blog dele, Study Hacks, tem um nome  meio complicado de traduzir para o português. Seria algo como "Dicas de Estudo", mas como o termo "hack" já se incorporou ao nosso vocabulário, traduzi acima para "Hacks de Estudo" mesmo.

Livros de Cal Newport
Cal tem vários livros publicados. Li Deep Work e agora estou lendo So Good They Can't Ignore You. São os dois livros que ele chama, na imagem acima, de "livros para profissionais". Ele escreveu anteriormente livros para estudantes. Mas mesmo estes livros para profissionais, e principalmente o blog, são muito úteis para estudantes e para trabahadores de conhecimento.

Quanto ao blog, aos poucos estou lendo os posts. O blog é bem antigo e tem bastante material que ele não inclui nos livros. Por exemplo, no blog ele entra em detalhes, com exemplos, sobre algumas técnicas que no livro ele apenas descreve. E antecipa temas que provavelmente estarão em seus livros futuros.

A principal contribuição do trabalho de Cal Newport para mim foi a ideia de Deep Work (DW - tradução: Trabalho Profundo). Segundo Cal, DW é essencial para você ter sucesso hoje em dia, seja como empregado, seja como empreendedor. Ao menos para a maioria das pessoas.

DW é aquele tipo de trabalho que você realiza concentrado, focado. Quando você está numa sessão de DW você não acessa redes sociais nem nos intervalos. Uma sessão de DW pode durar uma hora, um hora e meia. Não vai durar quatro horas pois é muito difícil manter a concentração por tanto tempo.

O livro e o site apresentam várias sugestões de como você faz para introduzir DW no seu dia-a-dia. Um exemplo está na imagem abaixo: registrar todas as horas que você passa fazendo DW.

Do post Lab Notes: I Spent 42 Hours Last Month on the Activity Most Critical to My Success

Outro exemplo é o que ele chama de Time Blocking: planejar cada minuto do seu dia.

Do post Deep Habits: The Importance of Planning Every Minute of Your Work Day
Eu tenho procurado praticar DW no meu dia-a-dia. Por exemplo, tenho ido a uma biblioteca para ficar longe da minha sala, onde posso ser interrompido por colegas. Ah, e minha sala não tem nenhum isolamento acústico. Acabo escutando tudo que se passa por perto. Péssimo local para DW.

Um aluno meu, formado mestre pelo PPGCA, praticou DW durante seu mestrado. Ele descreveu para mim sua rotina da seguinte forma:

"Eu acordava todos os dias entre 1:30hrs e 2:00hrs (me deitava às 21:30hrs). Costumo dormir de 4 a 5 horas por noite, não mais que isso. Minha produtividade é muito grande até as 6:30hrs, permaneço focado por um bom tempo. Depois disso tomava café às 7hrs e às 8hrs me deslocava ao trabalho / universidade. Trabalhava até as 19hrs e retornava pra casa, jantando e me preparando para o sono as 21:30hrs." 
Segundo Cal, este é um dos estilos de DW: o rítmico. Veja os outros na imagem abaixo.

Do post Deep Work in Practice – Applying Cal’s Concepts
Enfim, o livro e o blog são bastante ricos em ideias e em técnicas. Não vou conseguir abordar tudo aqui mas sugiro que todos leiam o livro e inscrevam-se no blog.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Curso aberto, online e massivo "Desenvolvimento Ágil de Software"

Repasso abaixo, a pedido da professora Aracele, o seguinte aviso:


A segunda oferta do curso aberto, online e massivo "Desenvolvimento Ágil de Software" estará disponível a partir do dia 01/02/2017 (quarta-feira).O curso deve ser concluído até o dia 19 de Março de 2017.O estudante faz o curso no seu próprio ritmo, mas respeitando essas datas de início e fim.
Conto como o apoio de vocês para divulgá-lo entre seus alunos, ex-alunos e demais possíveis interessados:Basta encaminhar este link para inscrição:http://bit.ly/MOOC-AGIL-IFSULMINAS 
Abraços.
Aracele Garcia de Oliveira FassbinderDoutoranda em Ciência da Computação - Universidade de São Paulo (ICMC/USP)Professora Efetiva no IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho

Tela inicial da página do curso

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Alunos aprovados em Lógica para Computação (2016/2)

Aqui vai a lista dos alunos aprovados neste segundo semestre de 2016.

Turma IF61B - Lógica para Computação - Curso: Engenharia da Computação


Andre Luiz Morishita
Bruno Miyashita Alves Pinto
Carlos Eduardo Lima Kamioka
Edric Seolin Galindo
Gabriel Antunes Ferraz
Gabriel Carrico Guerrero
Gabriel De Oliveira Freire Silva
Giuliana Martins Silva
Jader Fernandes Heredia
Leonardo Muraroto De Franca Reis
Lucas Da Silva Nolasco
Lucas Dos Santos Ramos
Lucas Felipe Ribeiro
Lucas Perin Silva Leyser
Marcos Vinicius De Lemos Campos
Matheus Bigarelli Dantas Da Costa
Matheus Vinicius Barcaro Turatti
Ricardo Bruno Bentin Reyes
Roman Herrera Nery
Victor Hugo Belinello Da Silva
Wagner Rodrigues Ulian Agostinho
Yasmim Nathaly Skroch
Alexandre Herrero Matias
Luan Luiz De Souza
Pedro Romano Splendore

Turma CSD20 - Introdução À Lógica Para A Computação. Curso: Sistemas de Informação


Anthony De Liz Moraes
Brenno Henrique Serrato
Camille Da Luz Bettini
Carlos Alexandre Leite Vieira
Daniel Brener Ito
Eduardo Vanderlei Dos Santos Junior
Elimar Sanches Kauffmann
Erik De Jesus Almeida
Fernanda Regina Gubert
Giovanna Da Costa Stoco
Gustavo de Camargo
Joao Pedro Goncalves Barreiro Passos Jorge
Joao Victor Santos Pinho Teixeira
Leandro Bomer Dos Anjos
Luis Otavio Pompolini Paiva
Luiz Henrique De Souza Rodrigues
Mateus Raganhan Figenio
Nicole Kobayashi Botine
Nicole Mendes Dos Santos
Rodrigo Giacomo Moroni De Souza
Rubens Bruno Medeiros Ribeiro
Yan Leonel Do Porto


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Tablôs Analíticos para Lógica Proposicional Clássica - Uma aula

Este texto replica o conteúdo de uma aula que ministro para os alunos de Lógica para Computação da UTFPR.

O objetivo desta aula é que os alunos aprendam a fazer demonstrações utilizando o sistema dedutivo chamado Tablôs Analíticos.

Inicialmente relembro as motivações para usar sistemas dedutivos (verificar se uma conclusão vem de um conjunto de premissas).

Utilizo o capítulo 2 de Lógica para Computação, Silva, Finger e Melo. Leia-o antes de continuar.

Depois de ler, assista ao vídeo abaixo (observação: são vídeos experimentais, sem qualidade), que descreve as regras do sistema.



No vídeo, inicialmente apresento a configuração inicial do tablô, uma vez que se trata de um método refutacional e que estamos usando a versão marcada do sistema de tablôs analíticos:

Início, conforme vídeo

Em sala de aula, explico o que são fórmulas marcadas e porque as fórmulas do lado esquerdo do sequente (premissas) recebem T (representando True, ou seja, Verdadeiro) e a fórmula do lado direito recebe F (False, Falso).

Em relação a Silva, Finger e Melo, eu mudei um pouco a apresentação das regras no vídeo. Em primeiro lugar, eu digo que o fechamento é uma regra, como se pode ver na figura abaixo.

Regra de fechamento.
Depois eu defino as regras da figura abaixo como sendo as regras lineares (também chamadas de regras alfa):
Regras Lineares, conforme vídeo.

Por fim, temos as regras que bifurcam (também chamadas de regras beta).
Regras que bifurcam, conforme vídeo.

Neste link você pode ver todas as regras do sistema de tablôs analíticos com fórmulas marcadas.

Depois disso, mostro exemplos de tablôs que fecham, isto é, cuja demonstração indica que o sequente é válido. O vídeo abaixo faz isso incluindo alguns indicadores visuais para as razões das aplicações das regras e do fechamento dos ramos.



Neste momento aplico alguns exercícios para, de acordo com os princípios da Aprendizagem Ativa, verificar se os alunos aprenderam.

Depois de confirmar que os alunos entenderam o necessário até agora, explico o que são árvores, que uma árvore tem a raiz na parte de cima e as folhas em baixo. Explico o que são ramos. Depois, explico o que são ramos abertos, ramos fechados, ramos abertos e saturados usando um vídeo que mostra tablôs que não fecham:



No vídeo anterior e no próximo mostro também a ideia de valoração contra-exemplo.



E por fim aplico mais exercícios para verificar se os alunos realmente entenderam o assunto, isto é, que sabem fazer demonstrações utilizando o sistema dedutivo chamado Tablôs Analíticos.

Façam os exercícios em Trabalho de Tablôs Analíticos.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Professor Distinto ou Professor Voluntário?

No Brasil, quando um funcionário público completa 70 anos é obrigado a se aposentar.

Muitos professores universitários amam o que fazem e mesmo após completar 70 anos (ou se aposentar de outra forma) querem continuar contribuindo para a universidade.

Isto aconteceu recentemente com um colega: Celso Kaestner (no caso dele não foi aposentadoria aos 70 anos, acho).

Que nome se dá ao professor que quer continuar trabalhando na universidade, mesmo sem receber? Em geral, Professor Voluntário.

Mas este nome não é bom. É péssimo, como bem colocou Walter Carnielli em email sobre o professor Putnam:

Belo, e inspirador, obituário de Putnam no Huffington Post, pela Martha Nussbaum, Distinguished Professor:  
"A life in reason was and is difficult." http://www.huffingtonpost.com/martha-c-nussbaum/hilary-putnam-1926-2016_b_9457774.html

Aproveito para reclamar mais uma vez do absurdo que é ser professor aposentado na Unicamp. Enquanto este cargo em como Chicago, Stanford, Berkekey, Harvard, etc., e outros lugares os professores aposentados viram "Distinguished Professors", aqui eles viram "café com leite", voluntários como se fossem fazer serviço de caridade numa creche. Ridículo.

Hilary Putnam. Fonte: Wikipedia.



Melhor seria chamar de Professor Distinto (não está soando bem... você tem algum outra sugestão?).

Eu respondi:

Concordo.

Acho um desperdício de talento.

Em alguns casos deselegante. Meu tio-avô Plácido e Silva, ex-professor da UFPR, contou sua filha em biografia, ficou muito triste quando, na data da aposentadoria, o pediram para liberar sua mesa. Nenhuma homenagem foi feita a ele.
 
Uma dúvida. Acho que nem todo professor aposentado em universidades americanas se torna "Distinguished Professor". Só alguns. Estou certo?

Nos EUA conheci este Distinguished Professor da UNC: Oliver Smithies, 90 anos.

Oliver Smithies


Smithies recebe 227.625 dólares de aposentadoria http://www.newsobserver.com/news/databases/public-salaries/




quarta-feira, 2 de março de 2016

Os melhores cursos da UTFPR


Segundo este post no Blog do Aluno da UTFPR, o DAINF tem dois dos melhores cursos de graduação da UTFPR, que estão entre os melhores do Brasil: Engenharia de Computação e Sistemas de Informação.

Na minha opinião, são os melhores cursos da UTFPR. Mas, como professor e membro do NDE dos dois cursos, sou bastante suspeito.


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Aprendizagem Ativa na Computação

Um colega escreveu (e forneceu evidências) para
"a mudança do perfil do aluno que entra na UTFPR desde 2010, para os altos índices de retenção e evasão (pós-Sisu), e a real quantidade de alunos que as engenharias têm formado (ainda não sentimos o impacto do CsF e nem do Sisu... o número de formados nos próximos 3 semestres provavelmente vai cair)." 
 Os links que ele mencionou estão abaixo:
Eu respondi: Sobre "a mudança do perfil do aluno que entra na instituição desde 2010", acho que outras universidades já passaram por este problema. E a solução mais conhecida (existem evidências e não somente opiniões) é a Aprendizagem Ativa (Active Learning). Saiu até no New York Times.


Um outro colega comentou:

"Fiz uma leitura rápida das referências e achei interessante. Na verdade, fiquei bastante curioso em saber se existem referências com mais detalhes técnicos sobre a implementação de active learning especificamente no ensino das cadeiras básicas de computação (principalmente programação), você teria alguma sugestão?"   

Turma praticando Aprendizagem Ativa


E eu complementei: 

O material que li é independente de disciplina.

Mas procurando no blog do Mark Guzdial um defensor de Metodogias Ativas e que tem coluna na Communications of the ACM (ver este e este textos, em particular), encontrei o Peer4CS.
Mas Peer Instruction é apenas um dos tipos de metodologias ativas. Tem um vídeo legal do pessoal da PUC-PR explicando. Encontrei  este relato de experiência também da PUC.

A propósito, criei um grupo no Facebook sobre Aprendizagem Ativa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Palestra sobre Metodologias Ativas com Bennett Goldberg (Boston University)

Acabo de voltar de uma palestra com o professor Bennett Goldberg sobre metodologias ativas de ensino-aprendizagem. Fiquei sabendo deste evento graças ao meu amigo e professor da PUC-PR Everaldo Gomes.

O título da palestra foi Inversão de Sala de Aula (Flipped Classroom). Ouvi falar pela primeira vez de Inversão em Sala de Aula ainda quando estava na NC State University. A palestrante de um dos cursos que fiz me falou que alguns professores de lá estavam utilizando e gostando deste método. O livro talvez mais famoso sobre o tema é Flip Your Classroom de Jonathan Bergmann.

A palestra do professor Goldberg foi além da Inversão de Sala de Aula. O título em inglês foi "A Participatory Society Through Active Learning". Abaixo alguns dos pontos discutidos e comentários.

Em primeiro lugar ele listou (e comentou) os argumentos para Aprendizagem Ativa:
  • Trabalho em equipe (teamwork)
  • Pensamento crítico (critical thinking)
  • Mentes inquisidoras (inquiring minds)
  • Conflito produtivo (productive conflict)
  • Ação social (social action)
Ele mencionou o trabalho do amigo dele Derek Bruff  (Vanderbilt University Center for Teaching) ao falar sobre a necessidade de reconsiderar o uso do tempo em sala de aula. A ideia é que devemos deixar este costume de usar o tempo em sala de aula principalmente para "palestras" do professor e usá-lo mais para atividades dos alunos. Para isso, os alunos terão que fazer algumas atividades antes da aula. Que atividades? Leitura de textos, resolução de questionários, assistir vídeos, entre outras.

Segundo Goldberg, o ponto principal nem é apenas tecnologia. Mesas circulares e cadeiras com rodas (para movimentação) foram, segundo ele, as melhores tecnologias para ele implementar Aprendizagem Ativa.

Um detalhe bem curioso: depois que ele passou a adotar Aprendizagem Ativa (como professor da Universidade de Boston) a avaliação dele como professor piorou. Isto é, os alunos agora o consideram um professor pior do que antes, quando apenas ministrava aulas. Mas ele tem dados que mostram que hoje em dia os alunos aprendem bem mais do que antes.

Uma palestra chata em vídeo é ainda pior do que uma palestra chata presencialmente. Não se deve achar que Inversão de Sala de Aula é apenas gravar as aulas em vídeo. E ele comentou que os vídeos não podem ser muito longos. Devem ter duração aproximada de 6 minutos. Quanto mais longo o vídeo, menos os alunos assistem.

O professor deve fazer os alunos expressarem o conhecem do tema que irão estudar antes de fato estudarem (state prior knowledge).

Algumas estratégias foram discutidas para assegurar que os alunos façam as atividades antes da aula. Exemplos: questionário online para ser feito antes da aula, one minute paper no começo da aula. Todas estas atividades devem valer nota. Segundo ele, os estudantes são criaturas de hábitos e a maioria destes (maus) hábitos precisam ser quebrados. 

Goldberg e o professor Eric Mazur (que vai falar amanhã e acaba de ter seu livro traduzido para o Português) criaram MOOC grátis que fala sobre Aprendizagem Ativa: An Introduction to Evidence-Based Undergraduate STEM Teaching.

A palestra terminou com exemplos de Aprendizagem Ativa. O primeiro exemplo foi o Studio do professor Goldberg na Boston University, que ele usa para lecionar Introdução a Física.  Interessante ver como uma turma com 81 alunos consegue conviver numa mesma sala. Claro que a sala é especial; ela foi projetada pelo próprio professor. Ela tem 27 espaços para escrita (quadros digitais) e mesas para 3 alunos. Ele precisou de 9 anos para convencer sua uiversidade a construir a sala. Depois disso, convidou cada um dos colegas professores de seu departamento e vários administradores da universidade para participarem de uma aula. Ele disse que até hoje é difícil convencer os colegas da efetividade da Aprendizagem Ativa, por mais que as pesquisas indiquem que é eficaz.

Outro exemplo de Aprendizagem Ativa foi um curso de Wayne Lamorte na Escola de Saúde Pública da Boston University. O terceiro foi um curso de Design em Engenharia da Gerry Fine. Segundo ele, é um curso baseado em projetos. O último exemplo foram as aulas de Física de Eric Mazur (saberemos mais amanhã).

Aberto o espaço para questões, uma questão que me chamou a atenção foi a do professor Alessandro, da Universidade Positivo. Ele disse que tem tentado usar Inversão de Sala de Aula mas os alunos resistem. Segundo Goldberg, isto é comum e por esta razão todos os anos ele mesmo pede para os alunos responderem:
  • Qual é sua expectativa em relação ao curso (que eles já sabem será com Aprendizagem Ativa)?
  • Qual sua experiência anterior com Aprendizagem Ativa?
  • Com o que você está mais preocupado?
A partir das respostas dos alunos, na primeira aula ele aborda cada uma das preocupações dos alunos.

Goldberg disse que no começo sempre é difícil. Ou seja, quando se adota Aprendizagem Ativa, muitas dificuldades surgirão e a mudança exige energia extra. Ele sugere começar aos poucos mudando (isto é, tornando suas aulas mais ativas) apenas aquilo que seja mais empolgante para você.

Fotos profissionais aqui. Abaixo algumas fotos minhas da palestra: