segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Alunos aprovados em Lógica para Computação (2016/2)

Aqui vai a lista dos alunos aprovados neste segundo semestre de 2016.

Turma IF61B - Lógica para Computação - Curso: Engenharia da Computação


Andre Luiz Morishita
Bruno Miyashita Alves Pinto
Carlos Eduardo Lima Kamioka
Edric Seolin Galindo
Gabriel Antunes Ferraz
Gabriel Carrico Guerrero
Gabriel De Oliveira Freire Silva
Giuliana Martins Silva
Jader Fernandes Heredia
Leonardo Muraroto De Franca Reis
Lucas Da Silva Nolasco
Lucas Dos Santos Ramos
Lucas Felipe Ribeiro
Lucas Perin Silva Leyser
Marcos Vinicius De Lemos Campos
Matheus Bigarelli Dantas Da Costa
Matheus Vinicius Barcaro Turatti
Ricardo Bruno Bentin Reyes
Roman Herrera Nery
Victor Hugo Belinello Da Silva
Wagner Rodrigues Ulian Agostinho
Yasmim Nathaly Skroch
Alexandre Herrero Matias
Luan Luiz De Souza
Pedro Romano Splendore

Turma CSD20 - Introdução À Lógica Para A Computação. Curso: Sistemas de Informação


Anthony De Liz Moraes
Brenno Henrique Serrato
Camille Da Luz Bettini
Carlos Alexandre Leite Vieira
Daniel Brener Ito
Eduardo Vanderlei Dos Santos Junior
Elimar Sanches Kauffmann
Erik De Jesus Almeida
Fernanda Regina Gubert
Giovanna Da Costa Stoco
Gustavo de Camargo
Joao Pedro Goncalves Barreiro Passos Jorge
Joao Victor Santos Pinho Teixeira
Leandro Bomer Dos Anjos
Luis Otavio Pompolini Paiva
Luiz Henrique De Souza Rodrigues
Mateus Raganhan Figenio
Nicole Kobayashi Botine
Nicole Mendes Dos Santos
Rodrigo Giacomo Moroni De Souza
Rubens Bruno Medeiros Ribeiro
Yan Leonel Do Porto


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Curso de Método Lógico para Redação Científica de Gilson Volpato em Curitiba



Participei semana passada do curso sobre Método Lógico para Redação Científica de Gilson Volpato. O curso aconteceu nos dias 13 e 14 de outubro de 2016 no Hospital do Idoso Zilda Arns e foi organizado pela FEAES.

Algumas fotos (amadoras) do evento estão em http://bit.ly/2dSExYm


Informações oficiais:
http://www.feaes.curitiba.pr.gov.br/index.php/component/content/article/25-blog/856-curso-sobre-metodo-logico-para-redacao-cientifica
ou
http://archive.is/g9NLG



Facilitador: Dr Gilson Luiz Volpato.

Biólogo Licenciado pela UNESP, Universidade Estadual Paulista.
Mestrado e Doutorado pelo Instituto de Biociência, UNESP, Rio Claro.
Pós-doutorado pelo Institute of Animal Sciences, ISRAEL.
Desde 1981 é docente do Depto. Fisiologia, Instituto de Biociências, Botucatu, UNESP.
Livre-docente/Adjunto III, Fisiologia Comparada, UNESP.
Produtividade em Pesquisa pelo CNPq, nível 1B.
Foi Vice-coordenador (04 anos) e Coordenador (2 anos) de Pós-graduação.
Presidiu a Comissão de Pesquisa do Instituto de Biociências de Botucatu, UNESP.
Foi editor de periódico científico (Annual Review of Biomedical Sciences) por 12 anos.
Foi Avaliador de pós-graduação junto à CAPES.
Presidiu (04 anos) a Comissão dos Editores de Periódicos Científicos - UNESP (03 áreas do saber).
Publicou 11 livros, com 20 edições, nas áreas de Ciência, Publicação e Redação Científica.
Ministra anualmente dezenas de cursos de redação científica no Brasil e exterior.
Administra nichos na mídia da internet sobre ciência, publicação e redação científica.
Site do facilitador: www.gilsonvolpato.com.br.

Apresentação: curso destinado a qualquer área da ciência. Use evidências factuais (qualitativas ou quantitativas) para construir conhecimento científico (generalizável a partir das evidências). Os conceitos e referenciais apresentados são os mais desafiadores na ciência internacional de alto nível, servindo para qualquer construção textual científica (do TCC ao artigo). Ao desconsiderar costumes de área, regras e protocolos para a redação científica, neste curso é apresentado o caráter lógico e comunicacional para uma composição artística do texto. Inclui a apresentação do Método Lógico para Redação, segundo o qual as decisões na redação decorrem das bases filosóficas e metodológicas da ciência, temperadas com preceitos comunicacionais.

Conteúdo do Curso
1. Bases conceituais de ciência.
2. Bases metodológicas aplicáveis à redação científica.
3. Bases comunicacionais para redação científica.
4. Bases lógicas do texto científico.
5. Rotina para construção do texto científico.
6. Aplicação do Método Lógico na estruturação de algumas de partes do texto científico.

Local do evento: Feaes – Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba | Rua Lothário Boutin, nº 90, Pinheirinho, Curitiba, PR.

Como fazer pesquisa em Engenharia de Software?

Passo 1: leia artigos de boas revistas científicas e de anais de boas conferências. Nelas você pode encontrar questões que estão sendo estudadas pelos pesquisadores da área.

Algumas das principais revistas da área são (sem ordem específica, mas todas classificadas com bom Fator de Impacto na área):


Atualização: O professor Robert Feldt fez uma lista das principais revistas da área de Engenharia de Software. E incluiu outras sub-áreas da Computação também.

É sempre bom dar uma olhada nas últimas edições destas revistas. Você pode (e deve) criar alertas para receber por email avisos de novas edições delas.


Artigo publicado por Wilson Bissi, eu e Maria Claudia na IST



E quanto a conferências?

Na Computação, as conferências podem ser um local tão bom ou até melhor para publicar seus artigos. Os artigos ficam disponíveis em sites, são achados em mecanismos de buscas e muitas vezes são até mais citados do que artigos de revistas.

Exemplos de boas conferências:

PS: Post inspirado pela obra de Gilson Volpato.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Tablôs Analíticos para Lógica Proposicional Clássica - Uma aula

Este texto replica o conteúdo de uma aula que ministro para os alunos de Lógica para Computação da UTFPR.

O objetivo desta aula é que os alunos aprendam a fazer demonstrações utilizando o sistema dedutivo chamado Tablôs Analíticos.

Inicialmente relembro as motivações para usar sistemas dedutivos (verificar se uma conclusão vem de um conjunto de premissas).

Utilizo o capítulo 2 de Lógica para Computação, Silva, Finger e Melo. Leia-o antes de continuar.

Depois de ler, assista ao vídeo abaixo (observação: são vídeos experimentais, sem qualidade), que descreve as regras do sistema.



No vídeo, inicialmente apresento a configuração inicial do tablô, uma vez que se trata de um método refutacional e que estamos usando a versão marcada do sistema de tablôs analíticos:

Início, conforme vídeo

Em sala de aula, explico o que são fórmulas marcadas e porque as fórmulas do lado esquerdo do sequnete (premissas) recebem T (representando True, ou seja, Verdadeiro) e a fórmula do lado direito recebe F (False, Falso).

Em relação a Silva, Finger e Melo, eu mudei um pouco a apresentação das regras no vídeo. Em primeiro lugar, eu digo que o fechamento é uma regra, como se pode ver na figura abaixo.

Regra de fechamento.
Depois eu defino as regras da figura abaixo como sendo as regras lineares (também chamadas de regras alfa):
Regras Lineares, conforme vídeo.

Por fim, temos as regras que bifurcam (também chamadas de regras beta).
Regras que bifurcam, conforme vídeo.

Depois disso, mostro exemplos de tablôs que fecham, isto é, cuja demonstração indica que o sequente é válido. O vídeo abaixo faz isso incluindo alguns indicadores visuais para as razões das aplicações das regras e do fechamento dos ramos.



Neste momento aplico alguns exercícios para, de acordo com os princípios da Aprendizagem Ativa, verificar se os alunos aprenderam.

Depois de confirmar que os alunos entenderam o necessário até agora, explico o que são árvores, que uma árvore tem a raiz na parte de cima e as folhas em baixo. Explico o que são ramos. Depois, explico o que são ramos abertos, ramos fechados, ramos abertos e saturados usando um vídeo que mostra tablôs que não fecham:



No vídeo anterior e no próximo mostro também a ideia de valoração contra-exemplo.



E por fim aplico mais exercícios para verificar se os alunos realmente entenderam o assunto, isto é, que sabem fazer demonstrações utilizando o sistema dedutivo chamado Tablôs Analíticos.

Que acham? Esqueci algo?

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Argumento de Carmen Lúcia

Carmen Lúcia foi eleita presidente do STF e disse que quer ser chamada de "presidente".

Até aí tudo bem.

O que me preocupou foi a informação passada no tweet abaixo:

Vamos construir um argumento a partir do que eu entendi (posso estar errado). Vou usar as siglas CL para representar Carmen Lúcia, LP para representar Língua Portuguesa. E vou usar o símbolo "∴" para indicar conclusões. As demais frases são premissas. Supus os trechos em itálico a partir do tweet

O argumento então seria:

1. CL é presidente do STF.
2. CL quer ser chamada de "presidente¨ .
3. CL é estudante da LP.
4. CL é amante da LP.
5. ∴ CL conhece as regras da LP.
6. De acordo com as regras da LP, as mesmas regras que valem para as palavras "estudante" e "amante", valem para a palavra "presidente".
7. ∴ CL acha que o correto é presidente e que "presidenta" é errado.


As premissas (1) e (2) são verdadeiras. Na verdade (1) será verdadeira a partir de 12 de setembro de 2016 até 2018. Mas vamos considerar que estamos em 13 de setembro de 2016.

Se (1) é verdadeiro, CL tem todo o direito de (2), isto é, de querer ser chamada de "presidente". Vamos supor que (3) e (4) sejam verdade também. Mas não dá para concordar que a partir de (3) e (4) se conclua (5). Uma pessoa pode estudar e amar um assunto e ainda assim não conhecê-lo. É o que parece acontecer aqui.

Vários especialistas da Língua Portuguesa já se posicionaram dizendo que as formas "presidente" e "presidenta" são igualmente válidas. Encontra-se a palavra "presidenta" em vários textos do passado e até em dicionários do século XX.

Logo, a conclusão (5) é falsa. A premissa (6) também é falsa e nem depende de (5). E a conclusão é falsa também, principalmente pelo que se lê neste link.

Mas nem é isto que me preocupa.

O que me preocupa é que a ministra aparentemente usou argumentos de um texto falsamente atribuído a uma professora da UFPR para construir seu argumento. Claro que isto é minha suposição. Ela pode ter se enganado por conta própria.

Outros textos sobre o tema são este e este.

Só podemos aceitar as conclusões de um argumento se aceitarmos suas premissas. No caso de Carmen Lúcia, como algumas de suas premissas são falsas, a sua conclusão implícita de que "o termo "presidenta" é errado" é falsa.

Mas o mais importante é que ela deve ser chamada da forma que quiser. Não vamos fazer como certos órgãos da imprensa brasileira que chamavam Dilma de "presidente" provavelmente apenas por ele ter expresso que queria ser chamada de "presidenta".





segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Verbetes novos na Wikipédia

O professor Ruy de Queiroz (que foi meu orientador de mestrado na UFPE) faz um excelente trabalho de solicitar a seus alunos que editem/traduzam verbetes da Wikipédia. Abaixo a mensagem que acabo de receber dele.


Verbete Substituição


Segue uma relação de verbetes da Wikipédia para os quais contribuíram alguns alunos do CIn-UFPE em 2016.1:

Traduções:

Lógica

Inéditos:

Bitcoin e Criptomoedas


Tecnologia e Sociedade

Lista de Aplicações da Lógica na Computação


Às vezes os alunos que fazem a disciplina Lógica para Computação se perguntam "Por que estudar Lógica?". Uma possível resposta está aqui.

Também é importante destacar as inúmeras aplicações da Lógica na Computação. Algumas aplicações são bem importantes, outras menos. Uma lista imcompleta vai abaixo.
  • SAT Solvers (ver também [1]) e SMT Solvers (ver também [2])
  • Especificação e Verificação Formal de Software
  • Prova Automatizada ou Semi-Automatizada de Teoremas, Raciocínio Automatizado
  • Representação de Conhecimento (Inteligência Artificial)
  • Ontologias, Web Semântica e Lógicas de Descrição
  • Lógica de Circuitos Eletrônicos (Lógica Booleana)
  • Paradigma Lógico de Programação (Prolog)
  • Bancos de Dados Dedutivos

Uma destas aplicações é tão importante que existem até competições para os melhores provadores baseados em SAT (SAT Solvers).

SAT Competition 2016



Lembrou de alguma outra? Comente abaixo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Lógica para Computação, segundo semestre de 2016

Mensagem aos alunos

Sejam bem-vindos! Começamos as aulas de Lógica para Computação no Câmpus Curitiba da UTFPR na segunda semana de agosto de 2016.

Professor e Turmas


Neste semestre, eu, Adolfo Neto, lecionarei duas turmas:

  • A turma de calouros de Engenharia de Computação (44 alunos)
  • A turma de segundo período de Sistemas de Informação (44 alunos)
A turma de calouros de Engenharia de Computação será a última turma com o formato antigo da disciplina, com 4 horas-aula por semana, divididas em duas encontros semanais (no caso, terças e quintas-feiras). A turma de Sistemas de Informação terá apenas um encontro semanal com 3 horas-aula.  A partir do semestre que vem, tanto Engenharia de Computação quanto Sistemas de Informação adotarão o mesmo formato com um encontro semanal de 3 horas-aula.

Planejamento

Disponibilizo nesta planilha o planejamento de aulas. Ele está neste momento ainda incompleto e em permanente construção. Acessem-o regularmente para mais informações.


Planos de Ensino e Demais Materiais

Planos de ensino e materiais complementares estão na página do professor no site do DAINF, na seção Ensino/Disciplinas.


Redes Sociais

A disciplina está nas redes sociais:

Nestas páginas são divulgados alguns itens interessantes mas que em geral não são obrigatórios para a disciplina. Nada obrigatório estará apenas nestas páginas, ou seja, ninguém é obrigado a criar conta nestas redes. No caso do perfil no Twitter, a página é acessível sem que seja necessário criar conta no Twitter.


Contato

O contato com o professor da disciplina deve se dar por email, para uniformizar o atendimento.

Atendimento

A disciplina geralmente possui um monitor. A monitora é uma aluna que já foi aprovada na disciplina e que é responsável por ajudar os alunos atuais da disciplina. O monitor dispõe de horários de atendimento. 

O professor também dispõe de horários de atendimento. 

Em caso de dúvidas, você deve:
  • Expor sua dúvida ao professor no início da aula
  • Agendar um horário de atendimento com o professor por email
  • Procurar a monitora nos horários de atendimento deste  
Os horários de atendimento do monitor e do professor serão informados nas primeiras semanas de aula.

Demais posts relacionados à disciplina serão postados aqui com os rótulos 2016-2 e logica. Link rápido: http://qeondb.blogspot.com.br/search/label/2016-2+logica

terça-feira, 29 de março de 2016

Encontro Scrum Curitiba na UFPR

Dia 01/04/2016 (sexta-feira), às 19h. Organizado pela professora Rafaela Fontana, da UFPR.



Link para inscrições: http://goo.gl/forms/dY20XD5SIo

O objetivo é reunir a comunidade interessada para discutir tópicos relacionados à agilidade. Neste encontro, a proposta é ter "open spaces" para discussão de: Scrum para times distribuídos, Escalando Scrum; Contratos em Scrum.

O evento é gratuito, apenas exige uma inscrição prévia pois o espaço é limitado.



Encontro Scrum Curitiba na UFPR.Dia 01/04, às 19h. Link para inscrições: http://goo.gl/forms/dY20XD5SIoO objetivo é...
Posted by Métodos Ágeis na UTFPR on Monday, March 28, 2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

Brazilian Conference on Intelligent Systems (BRACIS) 2016



Está aberta a chamada de trabalhos para o BRACIS.

BRACIS is one of the most important events in Brazil for researchers in the field of Artificial and Computational intelligence. The domain of the conference includes traditional and original topics of both areas and it aims to promote theories and novel applications dealing with the use and analysis of AI/CI techniques in various related fields.

Detalhes para a submissão em http://www.cin.ufpe.br/~bracis2016/

Segundo a professora Myriam Delgado, daqui do DAINF-UTFPR, que está participando da organização como Program Chair, "o evento tem associado à chamada uma edição especial da revista NeuroComputing (Impact Factor 2.083). Os autores dos melhores trabalhos serão convidados a submeterem uma versão estendida do artigo publicado no congresso para esta edição".

Datas importantes:

  • Submission Deadline: May 15, 2016 
  • Notification Due: Jun 30, 2016 
  • Final Version Due: Jul 20, 2016  



segunda-feira, 21 de março de 2016

Professor Distinto ou Professor Voluntário?

No Brasil, quando um funcionário público completa 70 anos é obrigado a se aposentar.

Muitos professores universitários amam o que fazem e mesmo após completar 70 anos (ou se aposentar de outra forma) querem continuar contribuindo para a universidade.

Isto aconteceu recentemente com um colega: Celso Kaestner (no caso dele não foi aposentadoria aos 70 anos, acho).

Que nome se dá ao professor que quer continuar trabalhando na universidade, mesmo sem receber? Em geral, Professor Voluntário.

Mas este nome não é bom. É péssimo, como bem colocou Walter Carnielli em email sobre o professor Putnam:

Belo, e inspirador, obituário de Putnam no Huffington Post, pela Martha Nussbaum, Distinguished Professor:  
"A life in reason was and is difficult." http://www.huffingtonpost.com/martha-c-nussbaum/hilary-putnam-1926-2016_b_9457774.html

Aproveito para reclamar mais uma vez do absurdo que é ser professor aposentado na Unicamp. Enquanto este cargo em como Chicago, Stanford, Berkekey, Harvard, etc., e outros lugares os professores aposentados viram "Distinguished Professors", aqui eles viram "café com leite", voluntários como se fossem fazer serviço de caridade numa creche. Ridículo.

Hilary Putnam. Fonte: Wikipedia.



Melhor seria chamar de Professor Distinto (não está soando bem... você tem algum outra sugestão?).

Eu respondi:

Concordo.

Acho um desperdício de talento.

Em alguns casos deselegante. Meu tio-avô Plácido e Silva, ex-professor da UFPR, contou sua filha em biografia, ficou muito triste quando, na data da aposentadoria, o pediram para liberar sua mesa. Nenhuma homenagem foi feita a ele.
 
Uma dúvida. Acho que nem todo professor aposentado em universidades americanas se torna "Distinguished Professor". Só alguns. Estou certo?

Nos EUA conheci este Distinguished Professor da UNC: Oliver Smithies, 90 anos.

Oliver Smithies


Smithies recebe 227.625 dólares de aposentadoria http://www.newsobserver.com/news/databases/public-salaries/




sexta-feira, 11 de março de 2016

Argumentos Pró e Contra a Existência das Bolsas de Produtividade do CNPq

As Bolsas de Produtividade em Pesquisa do CNPq são fornecidas "aos pesquisadores que se destaquem entre seus pares, valorizando sua produção científica segundo critérios normativos, estabelecidos pelo CNPq, e específicos, pelos Comitês de Assessoramento (CAs) do CNPq."

Será que elas deveriam existir? Alguns são a favor, outros contra. Meu objetivo neste post é listar os argumentos a favor e contra e deixar o leitor decidir por si. Se você tem algum argumento adicional, comente abaixo!

Por ordem alfabética, começo com os argumentos contra:


  • Cria uma competição não saudável entre os pesquisadores brasileiros.
  • Privilegia os pesquisadores de grandes centros mantendo uma distribuição desigual.
  • Estimula os pesquisadores a produzir mais quantidade em vez de focar em qualidade.

Argumentos a favor:
  • Desburocratiza a liberação de recursos aos pesquisadores com histórico de boas publicações.
  • Estimula os pesquisadores a produzir mais.
  • Cria um incentivo adicional à pesquisa nas universidades. 

Este post será atualizado à medida que eu ficar sabendo de novos argumentos pró e contra.


Os argumentos acima são meus.
Abaixo vou listar os argumentos que receber de outras pessoas.

Argumentos contra recebidos de outras pessoas (ver nos comentários críticas a estes argumentos):

  • Retira recursos de financiamento da pesquisa para colocá-los como salário extra para os pesquisadores. (Contribuição: Armando Neves)
  • Remunera duplamente a atividade de pesquisa de alguns poucos que conseguem a bolsa, sem remunerar os vários que, mesmo em quase igualdade de produção, não conseguem alcançar a bolsa. (Contribuição: Armando Neves)
  • Desvirtua o tripé ensino, pesquisa e extensão, supervalorizando uma das três atividades. Como existem também formas de remuneração para a extensão, o efeito prático é que o ensino, a mais fundamental das atividades das universidades, acaba desprestigiado. (Contribuição: Armando Neves).
  • Bolsas de Produtividade em Pesquisa não aferem a competência, o mérito, mas como seu nome diz, aferem tão somente a produtividade dos pesquisadores, produtividade esta avaliada tão somente em termos de publicações. (Contribuição: Otavio Carpinteiro)
  • Bolsas de produtividade são concedidas aos pesquisadores com maior produtividade, o que, em um país desigual, como o Brasil, significa serem concedidas aos pesquisadores com os maiores e melhores recursos. (Contribuição: Otavio Carpinteiro)
  • Bolsas produtividade são concedidas aos pesquisadores dos grandes centros de pesquisa, situados nas capitais e grandes municípios  do país, que fazem uso dos grandes recursos humanos lá existentes e dos grandes recursos materiais criados há decadas por gerações passadas. (Contribuição: Otavio Carpinteiro)
  • Só bolsistas de produtividade de nível 1 podem eleger e ser eleitos para compor os Comitês Assessores do CNPq, que são os comitês que decidem para onde vai o dinheiro da pesquisa. O CNPq é regido, portanto, por um regime oligárquico, não democrático, onde os oligarcas, os pesquisadores 1, não são os mais competentes, os mais meritórios, mas tão somente, os mais produtivos por possuírem os maiores e melhores recursos. (Contribuição: Otavio Carpinteiro)
  • Pesquisadores fora das capitais e dos grandes municípios, que criam as condições de pesquisa em seus centros sem recursos e que, de fato, são os que desenvolvem o país, são forte e desonestamente prejudicados pelas políticas oligarquicas do CNPq (e também da CAPES e de outras agências de fomento estaduais), que se baseiam nas bolsas de produtividade. (Contribuição: Otavio Carpinteiro)

Argumentos a favor recebidos de outras pessoas:

  • Por enquanto nenhum.


segunda-feira, 7 de março de 2016

Capes aprova dois mestrados (um destes em Ciências do Movimento Humano) e um doutorado na UTFPR

Recebi pelo email institucional a seguinte notícia:

Capes aprova dois mestrados e um doutorado na UTFPR

Na 162a reunião  do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES) da Capes, realizada entre os dias 22 e 26 de fevereiro, a UTFPR teve aprovados mais dois Programas de Pós-Graduação stricto sensu com cursos de Mestrado: Física e Astronomia e Ciências do Movimento Humano, ambos no câmpus Curitiba.  

Além disso, foi aprovado o Doutorado em Engenharia Elétrica, curso ofertando em associação entre a Universidade Estadual de Londrina e a UTFPR, câmpus Cornélio Procópio.  

Com isso, a UTFPR passa de 41 programas de Pós-graduação para 43 e de sete Doutorados para oito. Graças ao esforço de toda a comunidade da UTFPR, o sistema de pós-graduação da universidade tem conseguido conciliar a uma expansão constante, a consolidação dos programas já estabelecidos.  

Link para o resultado.   http://www.capes.gov.br/avaliacao/entrada-no-snpg-propostas/mestrado-e-ou-doutorado-academico/resultados




quarta-feira, 2 de março de 2016

Os melhores cursos da UTFPR


Segundo este post no Blog do Aluno da UTFPR, o DAINF tem dois dos melhores cursos de graduação da UTFPR, que estão entre os melhores do Brasil: Engenharia de Computação e Sistemas de Informação.

Na minha opinião, são os melhores cursos da UTFPR. Mas, como professor e membro do NDE dos dois cursos, sou bastante suspeito.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Capes aprova mestrado em Ciência da Computação para o Câmpus Ponta Grossa da UTFPR

Agora a UTFPR tem 3 programas de Mestrado em Computação:

Também relacionados à área são os seguintes programas:
Dissertações do PPGCA, onde atuou, podem ser encontradas aqui

Próximas defesas do PPGCA neste link.

Próximas defesas.

Segundo a Plataforma Sucupira, são apenas 7 os programas de pós-graduação em Ciência da Computação no estado do Paraná. Destes, 42% estão na UTFPR (clique na imagem para visualizar).



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Economia Solidária

Ontem participei de uma oficina sobre Economia Solidária.

Já existe um grupo trabalhando com isto aqui na UTFPR, o TECSOL- Núcleo Interdisciplinar de Tecnologias Sociais e Economia Solidária. O Tecsol também inclui agora uma Incubadora de Economia Solidária que vai ajudar pessoas que queiram criar empreendimentos solidários.

Gostei muito da ideia de Economia Solidária, que inclui cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação etc. Um dos princípios da economia solidária é a autogestão, que usamos no Scrum. Os demais princípios (democracia, solidariedade, cooperação, respeito à natureza, comércio justo e consumo solidário) também são bastante relevantes para o mundo em que vivemos.

A Universidade já ajuda as empresas "fornecendo" mão de obra. Já estava na hora de ajudar diretamente as pessoas que querem empreender de forma inovadora.

O SINDIUTFPR fez um relato da Mostra de Economia Solidária que aconteceu em 2015 na UTFPR. A UFPR já possui uma Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares desde 1998 que apoia a UTFPR nesta iniciativa.


Mostra de Economia Solidária na UTFPR em 2015

Mostra de Economia Solidária na UTFPR em 2015